Condições favoráveis para formação de coágulos

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Algumas condições congênitas e adquiridas que facilitam a formação de coágulos (trombofilias):

  • deficiência da antitrombina, 
  • deficiência da proteína C e S, 
  • Fator V Leiden, 
  • mutação do gene da protrombina (G20210A), 
  • elevações dos níveis plasmáticos de fibrinogênio, fator VIII, fator IX, fator XI, hiper-homocisteinemia e 
  • síndrome do anticorpo antifosfolípide. 


Não existe uma indicação absoluta de investigação de trombofilía em todos os pacientes devido à baixa relação custo-efetividade. Indicações relativas podem ser realizadas em pacientes com trombose venosa sem causa aparente (idiopática) ou recorrente com primeiro episódio antes dos 50 anos, trombose em lugares não habituais (cerebral, nos vasos do intestino, renal, etc), necrose de pele induzida pela varfarina (medicação anticoagulante), familiares sintomáticos ou assintomáticos de pacientes portadores de trombofilia hereditária, mulheres com história pessoal ou familiar de trombose antes do início de anticoncepcionais ou terapia de reposição hormonal e pessoas com história pessoal ou familiar de trombose antes de situações que aumentem o risco trombótico como gestação ou cirurgia de alto risco.

Como é realizado o tratamento da TVP?

O objetivo principal do tratamento é evitar a embolia pulmonar, extensão da trombose e, secundariamente, a recorrência da trombose e suas sequelas nas pernas. A medicação mais utilizada para este fim são os anticoagulantes (medicações que dificultam o organismo de formar coágulos, “afinam” o sangue, mas que não dissolvem o trombo). Delas a mais conhecida é a heparina, de uso injetável e os antagonistas da vitamina K (varfarina), que são de uso oral. Mais recentemente existem novas medicações sendo aprovadas para o tratamento. A intensidade da dor, a localização e a extensão do trombo influenciam o médico na escolha entre o tratamento em casa ou no hospital. Existem outros métodos de tratamento quando em situações específicas, exemplos: implante de filtro de veia cava, tratamento endovascular e fibrinólise sistêmica (substâncias que dissolvem o trombo, mas que aumentam o risco de sangramento).

Na maioria dos casos, a trombose é tratada por 3 a 6 meses. Para pacientes que tiveram a trombose mais de uma vez o tratamento deve ser mais prolongado e pode ser para toda a vida. A propósito, essa é uma das características da trombose venosa: para alguns pacientes ela pode se repetir, e esse fato merece atenção especial por parte dos médicos.

FONTE: http://sbacvsp.com.br/index.php/homepage/

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